Em meados de 1994, um jovem, em Santo Aleixo(2º distrito de Magé), foi tocado por Deus, o chamando a promover um ajuntamento de irmãos em sua cidade, o que era algo impensado por conta da mentalidade provinciana e denominacionalista de toda região, assim como os conceitos sociais de interioranos que facilitam o engessamento de grupos religiosos. Mas este jovem começou a pensar em meios de alcançar pessoas e grupos, leu artigos, livros, conversou com outros homens de Deus como Marcelo Gualberto(MPC) sobre a possibilidades, sobre alcançar meios de favorecer e intermediar este ajuntamento; com uma grande esperança, e uma dose considerável de ingenuidade, começou a escrever cartas, fazer visitas a igreja e grupos, conversar com amigos, pessoas com quem tinha contato e alguns até amizade das igrejas da comunidade.

No que resultou todo este esforço? Desconexão, desencontros e decepções, mas como Deus tinha plantado algo no coração deste jovem, ele continuou acreditando, apesar de ter se sentido vencido. A verdade é que a única coisa que restou foram algumas cartas guardadas(até hoje empoeiradas em algum lugar de seus arquivos) e o que é mais importante, uma esperança no seu coração. Mas é verdade também, é que ele deixou tudo isto guardado em algum lugar, não esquecido, mas realmente de lado. As atribuições na igreja, trabalho e um chamado que lutava pra afogar... até que em 1998 se rende a este chamado e vai para o seminário, inicialmente o externato do STCRJ(Centro do Rio de Janeiro), mas um ano e meio depois, como ele gosta de dizer, Deus intensificou as coisas pra ele, indo para o internato(seminário Interno da Pedra de Guaratiba(STCRJ)). Só saindo de lá 4 anos mais tarde(2001), formado e com alguns sonhos, de fazer diferença, de construir algo...

<<Cabe aqui dizer que nestes anos de seminário também esteve ativamente envolvido com a COMEC(Confederação de Mocidades Evangélicas e Congregacionais do Brasil) sobretudo com a edição e publicação da Revista "O Exemplo"(canal que o fez conhecer o Pastor Luciano Manga, depois vocês entenderão melhor o porque desta citação).>>

Ele se casa em janeiro do ano seguinte(2002), com aquela que se tornaria a sua grande ajudadora e mulher virtuosa...

Neste mesmo ano aceita o convite de ser Pastor Auxiliar da 1ª Igreja Evangélica e Congregacional em Magé, assumindo diretamente o trabalho em 2 lugares, um ponto de pregação(Citrolândia) e uma congregação(Nova Marília), tempo duro, bem difícil mesmo, de se desdobrar no serviço e cuidado de duas congregações, a primeira desenvolvendo um trabalho social bem forte e de formação de crianças(trabalho desenvolvido por sua esposa educadora), e de reformulação da congregação que a muito vinha sofrendo com pastores que simplesmente passavam por ali(muito mais usando aquele lugar do que realmente se comprometendo e abençoando... Só para vocês entenderem um pouco desta rotina, reuniões de oração na congregação as terças, reuniões de estudo as quartas no ponto de pregação, reuniões de estudo as quintas na congregação, escola bíblica dominical na congregação aos domingos pela manhã, reuniões de adoração domingo a tarde no ponto de pregação, e reuniões de adoração a noite na congregação(RECÉM CASADO, já imaginou!).
 

Deus tornou a falar com aquele jovem, sobre o velho tema de anos atrás.

Mas como alinhar aqueles pensamentos de unidade, ao ideal de igrejas sem bandeiras. Agora haviam responsabilidades como auxiliar pastoral de uma igreja de renome na cidade, o que fazer. Havia uma sinceridade inquietante no espirito daquele jovem, e uma alma de guerreiro, de atitude, de ideais... então em conversas com Deus, com estudos aprofundados na palavra, em uma busca incansável por respostas, por apontamentos espirituais e bíblicos, e quando eu digo aprofundamento na palavra quero deixar claro que isso era feito com traduções dos originais, tanto do grego quanto do hebraico(segundo ele, boas e demoradas horas de traduções e leituras). Assim quem foi desenhando o que estava por vir, foi o próprio Deus, usando palavras(tanto escritas(bíblia) quanto reveladas em conversas), usando mentores(na maioria dos casos escritores como: Philip Yancey, C. S. Lewis, Eugene Peterson, Bonhoeffer,  Wolfgang Simson, A. W. Toser, MIlard J. Erickson, Geroge Eldon Ladd, D. L. Moody entre tantos e tantos outros).

O coração do menino, começou a brilhar, e a pulsar num ritmo, que com certeza posso chamar de ritmo do Reino(TEMA QUE SE TORNOU EVIDENTE NA CAMINHADA DA COMUNIDADE), e para finalizar a questão do conteúdo daquilo que Deus planejava fazer, alguns textos se tornaram o viés desta caminhada, dentre os quais destaco:

MATEUS 5 - 7   |   15.1-20   |   22.34-40   |   MARCOS 10.35-45   |   12.28-34,38-40   |   LUCAS 14.7-14,25-35   |   17.21   |    JOÃO 6.60-65   |   13.31-38   |   14   |   17|   ATOS 242-47   |   ROMANOS 12-15   |   FILIPENSES 2.1-11   |   2ª TIMOTEO 4   |   ETC

​E como o tempo urge, ao mesmo tempo que Deus estava operando em nosso meio, ele também operava por fora em nosso favor, a igreja matriz, estava flertando com o G-12, e o jovem desta história, nunca teve interesses no movimento(mesmo depois de conhecer bem, todo a estrutura), haja vista entender de forma muito clara e revelacional que o que Deus tinha pra fazer naquela comunidade era com certeza algo bem diferente daquilo que se propunha o movimento celular ou governo dos 12, e uma das atitudes daquela igreja foi fechar o ponto de pregação e emancipara a qualquer custo a congregação, que neste momento já estava realmente se estabelecendo no bairro, e entre um grupo, mesmo que pequeno, de irmãos; mas a realidade é que, querendo ou não, a matriz já tinha tomado suas decisões administrativas e de planejamento. Ou seja, Deus nos tratava, nos ensinava, e já preparava a retirada das rodinhas, e teríamos que enfrentar o caminho sem as rodinhas de segurança, ou dar adeus a tudo aquilo que Deus estava nos mostrando de forma tão clara.

Corajosamente, o jovem Pastor, sua esposa e alguns irmãos decidiram encarar aquela batalha, aquela grande responsabilidade, e sozinhos, no ano de 2002, emanciparam a pequena congregação, fazendo dela IGREJA.

​Deus estava nos ensinando, a ser uma família, tudo aquilo que Deus a muito incomodava ao Pastor, foi tomando corpo no sentido claro de UNIDADE, assim como em João 17.21( E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estas unido comigo, e eu unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste.), toda a nossa perspectiva cristã foi sendo demolida, usamos demais a palavra que realmente preenchia a necessidade que tínhamos naquele momento <<DESCONSTRUÇÃO>> do nosso entendimento de igreja, para enfim reconstruirmos nossa identidade cristã sobre um alicerce, tanto quanto possível, purificado das mazelas que os homens tendem em deixar naquilo que põem a mão(e lutamos contra um lastro de mais de 400 anos de história de Igreja Reformada) . É claro que reconhecemos claramente que esta tem sido e ainda será uma batalha continua, pois assentimos a nossa natureza carnal constantemente. O que Deus intenta fazer de nós, muito antes de uma igreja, Ele ao nosso ver, intenta fazer de nós uma FAMÍLIA, sua FAMÍLIA, assim como é evidente nas figuras neotestamentárias seu CORPO.Lutamos pra restruturar o formato de vivenciar igreja de forma quanto mais relacional possível, é bem verdade que num nível aceitável(de uma perspectiva familiar) as estruturas são necessárias, e elas existem em nossa comunidade, não abrimos mão delas, porque uma das coisas que Deus tem nos ensinado paulatinamente, é a necessidade de encontrar um equilíbrio sadio de disciplinas, nos é muito claro que disciplinas vivenciais refletem espiritualmente e vice e versa. Batalhamos ferozmente contra esta estruturação multifacetada de ministérios, que ao nosso ver apenas favorece o estabelecimento de grupelhos dentro da igreja, além de um escalonamento estapafúrdio de importância dos irmãos. Cabe aqui ressaltar que Deus nos ama de igual forma, mas, chama especificamente alguns de seus filhos para atividades e ministérios distintos(Éfesios 4), o que não nós dá o direito de criar um clero e um laicato, como já fizeram e erraram feio. Ainda cabe neste paragrafo, uma fala que o Pastor faz uso repetidamente: "Ecclesia reformata et semper reformanda est"(A igreja reformada está sempre se reformando), o que deixa claro a nossa necessidade de buscar o caminho de Deus em meio a história, e reformar-se é reformado, haja vista ser este um dos lemas da Reforma. 

Nossa teologia e visão de caminharmos está sobretudo firmada no Novo Testamento, nossa regra imediata de fé e vida. O pastor inclusive gosta de ressaltar que, precisamos olhar para toda a palavra de forma única e revelacional como clarifica 2ª Timóteo 3.16, MAS, que as palavras de Jesus são as palavras urgentes da revelação, em sua sabedoria e divindade tinha consciência de sua curta existência física, por isso foi direto ao ponto daquilo que era imprescindível para nós. Neste tempo também bebemos de alguns poucos escritos que a igreja Vineyard Brasil disponibilizava em alguns poucos sites nacionais que na época tínhamos acesso, por isso citamos o Pr. Luciano Manga, pastor da Vineyard e responsável por plantação de igrejas na Região do Rio de Janeiro e Espiritio Santo, tinha uma relação bem mais próxima com o nosso pastor, trocaram grandes idéias...
Como sofremos, e ainda sentimos os rumores de nossa luta contra a tradição mais farisaica de nosso dias, OS USOS E COSTUMES, mas irremediavelmente não abrimos mão da liberdade que Cristo nos dá, e da necessidade de fazer sentido em nossa época. Não vivemos sobre um jugo que Deus não colocou sobre nós. Um dos presentes de Deus foi a inteligencia e fazemos uso dela, no nosso pais tropical de 40º, vemos com satisfação as bermudas, camisetas e os bonés, e eles vistam a igreja, cobrindo com decência os irmãos remidos e inteligentes, sobre os quais não pesa condenação... Isso sem falar em brincos ou piercings, que são aos olhos dos cristãos(alguns deles) uma aberração, mas o que lhes foge, é que a igreja evangélica foi e em muitos sentidos ainda é um reduto machista, e esta realidade precisa ser equilibrada, não somos a favor do machismo, assim como não somos a favor do feminismo, mas sim de uma sociedade onde há sim um cabeça no lar, mas que muito antes disso haja dependência de Deus, e respeito; e o que é mais importante, aquilo que Deus acha: "Mas o SENHOR disse: —Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração." 1º Samuel 16.7. Como Igreja não somos juizes, este é o papel que cumpre a Deus e Ele não abre mão dele.

Há muito para se falar, mas você pode vir conferir, ver de perto. O que é real, muito real, extremamente espiritual, é que de alguma forma DEUS NOS COLOCOU NA VANGUARDA, ao ler autores e livros como "A igreja emergente | Dan Kimball", "Espiritualidade Subversiva | Eugene Peterson", "Reformissão | Mark Driscoll", "O Evangelho Maltrapilho | Brennan Manning", "Rios de Água Viva | Richard Foster", o que Deus tem feito em nosso meio, já vem fazendo com seus discípulos(fora de tempo) ao redor do mundo. Não queremos soar arrogantes ou de alguma forma, e em algum nível nos comparar com estes homens de Deus e suas igreja, mas de entender que não somos menos, somos filhos, e Deus nos fez olhar para tudo isso que Deus fez e está fazendo em nosso meio como um cuidado grandioso do Pai para com filhos humildes de uma pequena congregação na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.  Reavaliar algumas estruturas hierárquicas, olhar para autores reformados e esquecidos a muito, olhar para os pietistas, reconfigurar os usos e costumes, o templo e a adoração,  pontos pinçados pela igreja emergente, MESMO ANTES DE SABER O QUE É ISSO, Deus é quem nos levou a pensar isso, e colocar em pratica, obedientemente, corajosamente, como cidadãos dos céus, muito antes de membros desta ou daquela denominação; filhos remidos, muito antes de crente estereotipados que vestem igual, falam igual e até  julgam igual, sem ter nenhuma relação com a mentalidade DO CRISTO SENTIDO, exposta em Filipenses 2.1-4.

Sim este é um terço da história do PROJETO 1, o Jovem pastor é o Pastor Jacy Junior, homem que corajosamente encarou o desfio de fazer igreja como ele nunca havia visto ou conhecido, que teve a graça de encontrar a Veronica a sua esposa, que loucamente aceitou este desafio, e agora com Liz que agita entre nós um espirito livre, aprendiz e que está tendo a graça de assim como nossos filhos crescer dentro de uma igreja segundo o coração de Deus.

Estes somos nós, SERVOS...

Continua...

...E continuou,

Como dito anteriormente, que vocês entenderiam melhor o ter citado o Pr. Luciano Manga, então chegou finalmente a hora de contar um capítulo muito especial desta história. Então vamos nós...

Depois de uma longa caminhada RELACIONAL, com Pr. Luciano Manga e com Pr. João Costa, demos um passo de fé, de alinhamento do que acreditamos, com aquilo que vivenciamos, no inverno de 2015, logo ali em Barueri-SP, em uma viagem cansativa e divertidíssima, fomos recebidos no Movimento Vineyard, a Associação Vineyard Brasil nos acolheu como igreja, para uma nova e longa jornada...
Este é um capitulo que está sendo escrito, então deste momento, virão muitas histórias, assim cremos, assim esperamos, e assim será, pois Deus está completamente envolvido nela.

Tinha que ser assim, pois Deus escreve suas histórias de maneira criativa e sempre inusitada, quebrando-nos, refazendo, pintando, apagando... Adoro enxergar historias dentro das histórias, de ver o quanto Deus se envolve com as pessoalidades, os detalhes pequenos(e ao mesmo tempo quando percebidos, GRANDIOSOS), veja só, eu não sou xenófobo, mas confesso que o imperialismo norte americano me incomoda um pouco(tudo bem que hoje a Vineyard é uma igreja mundial), mas Deus me levou a fazer parte de uma igreja de origem americana, para tratar de mim apenas, claro que não, para me tratar e assim poder ter um espirito quebrantado e compassivo, o que se reflete claramente em nossa comunidade, e que é tão marcado nas comunidades da Vineyard. Em 1974, Kenn Gullikson começou em Los Angeles um ministério que estava nos seu coração há muitos anos, está aí a progênie da Vineyard, NO ANO EM QUE NASCI. Nossa comunidade sempre teve uma inclinação musical muito enraizada, e talvez não haja maior marca na Vineyard do que a música; e como tínhamos muita dificuldade de encontrar boa música no cenário evangélico, a mentalidade de adoração da Vineyard foi um verdadeiro oásis, onde descansamos nossas bagagens e bebemos de uma água fresca e sempre renovável. Desde o inicio do meu ministério, a mensagem do Reino sempre permeou nosso caminho de compreensão do Novo Testamento, outra grande ligação. Surpreender é uma linda virtude do nosso Deus, nossa origem tradicional, sempre tendeu a nos "travar", mas desde muito cedo, íamos sendo visitados com uma porção tamanha da presença do Espirito, que todas as amarras foram sendo rompidas, e a ação de Deus nos surpreendia todos os dias, encontros de oração que se multiplicavam em lagrimas, arrependimento e confissão. Tantas vezes foi "difícil" suportar tamanha visitação, e tantas vezes não suportamos mesmo... Adoração que fazia a alma transcender de uma maneira, poética, mas extremamente simples, em seus acordes, que tomavam nossos corpos e os levavam a presença de um trono poderoso, onde só se assenta um Deus Trino, Criador dos céus e da terra. Posso dizer com toda a certeza, ASSIM É A VINEYARD, mas outra coisa que Deus mesmo foi moldando e alinhando com suas próprias mãos. A chegada de John Wimber em 82 a comunidade foi um grande marco, e o que ele trouxe, nos alinhou ainda mais com este ministério. Sua compreensão de igreja empoderada, de um evangelho vívido, era tudo que ansiávamos, e encontramos, ou melhor nos encontramos na Vineyard. A humildade da liderança, me deixou muito feliz, pois foi outro ponto que sempre esteve latente em meu coração, pois sempre acreditei em uma liderança humana de verdade, é claro que todas as lideranças são humanas, mas elas sempre tendem a se colocar a se posturar como acima da humanidade da comunidade... SIM, meus olhos brilharam diante de lideres que reconheciam suas limitações, que tem o habito de partilhar a liderança, e habilita-la sempre, de reconhecer erros e limitações, de pedir conselhos. CARAMBA! Estava em casa... Mesmo assim não foi fácil fazer essa transição, mas não era possível não faze-la.
Sabemos que ainda temos muitas histórias a contar, e vamos conta-las, fiquem a vontade de nos acompanhar...

Jacy Jr.

Somos igreja, e este não é um mérito nosso, é na verdade uma dádiva concedido por Deus através do sacrifio de Cristo Jesus a nosso favor.
Então somos a igreja Dele.
Entendemos essa igreja como uma comunidade terapêutica, sarando todos aqueles que se alinham com o chamado do Reino de Deus.

Somos: Imperfeitos, mas buscando a santidade.

Leia o texto completo no site.

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"A vida é curta demais, e a aprovação do Criador do Universo é infinitamente mais valiosa do que a aprovação de qualquer outra pessoa." John Piper